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31 de janeiro, 2024

Energéticos: como eles afetam o sono

Energéticos: como eles afetam o sono

A rotina é corrida e para dar conta do cansaço você apela para os energéticos? É melhor repensar um pouco. Essas bebidas podem interferir no seu sono. Entre os principais ingredientes dos energéticos está a cafeína. Velha conhecida de quem já frequenta o blog do Persono, essa substância deve ser evitada horas antes de dormir.

Afinal, a cafeína acaba fazendo com o nosso corpo o contrário do que deveria acontecer quando estamos nos preparando para dormir. Neste post você vai conhecer mais sobre os energéticos e o motivo pelo qual deve ter cuidado no consumo dessa bebida. 

+ Leia Mais: Pesadelos frequentes podem ser sinal de distúrbio do sono

Breve história dos energéticos

Os energéticos como conhecemos hoje não são um produto novo. Sua origem foi por volta dos anos 50, quando uma empresa japonesa chamada Taisho lançou o Lipovitan D, um tônico energizante. Nos anos 80, bebidas fortificadas com vitaminas e com alto volume de cafeína eram consumidas de forma regular por executivos japoneses.

No Brasil, não demorou muito para os energéticos se tornarem populares e ganharem o mercado. Em 2010, foram produzidos 63 milhões de litros desse tipo de bebida. Já em 2021, a produção chegou a 185 milhões de litros, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir).

Cafeína e sono

Os energéticos são bebidas que prometem mais disposição. Para que as pessoas tenham essa energia extra, eles usam a cafeína, um estimulante que pode ser encontrado no café. O problema dessa substância é que se consumida no horário errado, pode prejudicar o sono.

A potência e os efeitos da cafeína são medidos por meio da meia-vida, ou seja, a quantidade de tempo de decaimento exponencial do ativo no nosso organismo. A cafeína tem uma meia-vida que varia entre quatro a seis horas (pode chegar até sete). Isso significa que sete horas depois do consumo, nosso corpo ainda sente 50% dos seus efeitos.

Por ser uma substância estimulante, quando você ingere cafeína antes de dormir, o seu cérebro fica excitado e os seus batimentos cardíacos acelerados. Além dessas duas alterações, a temperatura corporal aumenta. A cafeína faz exatamente tudo ao contrário do que deveria acontecer com o seu corpo na hora de ir dormir.

Essa substância acaba afetando três aspectos do sono: tempo, eficiência e nível de satisfação. Ou seja: tudo que envolve dormir é afetado quando consumimos cafeinados de forma desregulada e em horários inadequados. 

Energéticos e sono

Bom, se os energéticos usam a cafeína para entregar o que prometem, então consumir essa bebida em horários inadequados também prejudica o sono, certo? Sim, de acordo com cientistas noruegueses. Eles fizeram uma pesquisa com mais de 53 mil adultos entre 18 e 35 anos.

Os cientistas descobriram que as pessoas que consumiam energéticos todos os dias dormiam em torno de meia hora a menos do que quem consumia de vez em quando ou do que quem não consumia. O grupo que bebia energéticos todos os dias também apresentou mais propensão a ter insônia. Outros problemas apresentados pelos consumidores diários foram: 

  • Dificuldade para acordar depois de dormir; 
  • Maior demora para adormecer.

+ Leia Mais: O que são sonhos vívidos?

Quanto de cafeína posso consumir?

A FDA, órgão do governo norte-americano responsável por regulamentar alimentos e bebidas, recomenda um consumo máximo de 400 mg de cafeína por dia. Essa quantidade representa aproximadamente 4 xícaras de café passado e desconsidera o consumo de outros cafeinados no mesmo dia.

O momento é tão importante quanto a quantidade. O recomendável é consumir cafeína de 6 a 7 horas antes de dormir. Se você tem dúvidas sobre o consumo de bebidas estimulantes ou não se sente confortável ao consumi-las, converse com um médico. 

Boa noite!

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