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04 de fevereiro, 2022

Será que está na hora de se divorciar? Calma, é divórcio do sono

Será que está na hora de se divorciar? Calma, é divórcio do sono

“Quem casa quer casa”, já diria o ditado. Aliás, quer casa, quer quarto e quer cama, certo? Nem todo mundo. Até porque muita gente que quis (e conseguiu) a cama acabou mudando de ideia e entrando em um divórcio do sono.

Esse divórcio não precisa de papelada nem de assinatura e, ao contrário do “outro”, acaba salvando muitos casamentos. Isso é bastante positivo, já o divórcio convencional, aquele que marca o fim de uma relação, está em crescimento constante. 

De acordo com o IBGE, nos últimos cinco anos o número de casamentos terminados oficialmente cresceu 75% no Brasil. Ao mesmo tempo, uma pesquisa na Suécia indicou que o ronco é a terceira maior causa de divórcios.

O que é o divórcio do sono?

O divórcio do sono é quando um casal decide que deve dormir separadamente. Essa separação pode ser horária ou espacial, ou seja, eles ou elas podem dormir em camas, quartos ou até casas separadas ou em horários diferentes. O que funcionar para eles. 

Esse divórcio do sono é diferente de quando alguém dorme acidentalmente no sofá ou quando, por uma briga, uma das partes acaba saindo do quarto por alguns dias. O divórcio do sono é uma decisão consciente, em conjunto e com objetivo de médio e longo prazo.

Essa decisão pode ser ainda apenas temporária, por um período determinado, durante uma gravidez ou enquanto uma das partes trata de um problema de saúde, por exemplo. Ela também pode “valer” apenas durante os dias da semana.

História

O termo “divórcio do sono” pode ser moderno, mas casais dormindo separados não é nenhuma novidade.

Quem está acostumado a ver filmes e séries de época com certeza já viu isso por aí. Em The Crown, por exemplo, a Rainha Elizabeth e o Príncipe Philip aparecem em quartos separados, assim como faziam na vida real. Essa é uma tradição nas altas classes britânicas. 

Se voltamos ainda mais na história do sono, os casais dormiam juntos, mas não sozinhos. As camas comunais, com toda a família, eram a norma sobretudo entre as camadas menos abastadas da população. 

Entre os ricos, houve uma época em que se dormia com os serviçais para garantir o melhor atendimento, não importa a hora.

Motivos para considerar um divórcio do sono

O simples fato de uma das partes querer já é motivo para todos se sentarem para conversar sobre o assunto. Mas alguns dos motivos mais comuns para pedir um divórcio do sono são:

  • Privacidade – mais do que quererem, algumas pessoas têm necessidade de ter o seu espaço pessoal para descomprimir à noite, ouvir os seus próprios pensamentos ou desfrutar de algum hobby pessoal. Isso inclusive é saudável para os relacionamentos.
  • Ronco Roncar, um sinal de uma possível apneia do sono, prejudica mais o sono do companheiro de quarto do que da pessoa que ronca. Por isso, Tom Cruise e Katie Holmes dormiam separados quando casados. 
  • Sono muito leve – Algumas pessoas têm uma predisposição natural de acordar muito de madrugada, então a mínima movimentação ou ruído do companheiro prejudicam demais o seu sono. Agora imagine essa pessoa de sono leve com um companheiro que se mexe muito de noite… 
  • Segurança – Alguns distúrbios do sono podem apresentar risco maior para o companheiro de quarto que para o paciente em si. É o caso, por exemplo, da sexônia
  • Saúde – Seja por alguma doença ou lesão que pedem maior cuidado ou mesmo por uma gravidez, o divórcio do sono durante o tratamento (ou até o nascimento) pode ser essencial.
  • Horários diferentes – Por questões de trabalho, estudo ou cronotipo, os horários de sono de alguns casais são incompatíveis.

Novamente: se uma das partes deseja ou necessita já é o suficiente para o casal sentar para discutir o divórcio do sono.

Benefícios divórcio do sono

Considerando os motivos que levam a ele, um dos grandes benefícios do divórcio do sono para os casais que decidem ir por esse caminho é uma melhora significativa na qualidade do sono. Como consequência, também são beneficiadas a produtividade e a saúde de todas as partes.

Até mesmo a relação do casal pode ser beneficiada por essa separação noturna. Isso porque, quando uma das partes dorme mal por culpa da outra, cresce a probabilidade de que haja uma briga no dia seguinte. 

E tem mais: problemas de sono e problemas de relacionamento costumam andar de mãos dadas, mesmo que o casal não perceba essa associação.

Acha que dormir separado vai deixar o casal sem relações íntimas? Pois acha errado. Considerando que dormir mal derruba a libido, até mesmo o sexo pode melhorar quando cada um tiver o seu santuário de sono. 

Será que o divórcio do sono é para mim?

Depende. Assim como casar não é pra todo mundo, dormir em camas conjuntas não é para todos os casados. E está tudo bem.

Se você se identificou com qualquer um dos motivos para considerar um divórcio do sono ou se acha que ele pode funcionar para você, talvez queira dizer que essa é uma opção para você e o seu parceiro ou parceira.

Isso não quer dizer que todas as mulheres grávidas ou todos os roncadores devam dormir sozinhos. Vai de cada um entender se está confortável física e psicologicamente com esse arranjo. Afinal, estamos todos acostumados com a ideia tradicional de cama de casal, até pelo nome que ela leva.

A única dica é abordar o assunto munido de delicadeza e munido de argumentos. Afinal, você não quer que uma ideia para melhorar o relacionamento acabe se tornando motivo de uma briga.

Boa noite!

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