Sono na Menopausa

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16 de agosto, 2021

Sono na Menopausa

Sono na Menopausa

A menopausa é um evento fisiológico pelo qual todas as mulheres passam ao redor dos 50 anos de idade. Ela representa o marco definitivo do fim do período reprodutivo, com a suspensão definitiva dos ciclos menstruais.

Durante os meses (e às vezes anos) anteriores à menopausa, a mulher começa a sofrer alterações na menstruação, período conhecido como perimenopausa. Para muitas, essa é uma fase difícil marcada por uma série de sintomas como ondas de calor, sudorese noturna aumentada, sinais similares à depressão e diminuição da libido. Tudo isso acontece devido à diminuição da produção do hormônio estradiol. 

Esse processo natural acaba afetando também o sono.

Os efeitos da menopausa no sono

Durante a perimenopausa, os problemas de sono podem afetar quase uma em cada duas mulheres. Quando efetivamente atingem a menopausa, 60% delas podem apresentar problemas para dormir.

Ou seja, a preocupação feminina com o sono no final do período fértil é mais do que apenas uma preocupação: este é um problema real e que afeta a maioria. O sinal de alerta é ainda mais importante porque naturalmente a insôniaatinge mais fortemente as mulheres. A menopausa é apenas um “empurrãozinho” a mais para essa dor de cabeça.

Um dos agentes do caos do sono na menopausa é o declínio da produção de estrogênio, crucial para o desenvolvimento e a liberação de um óvulo mensalmente. Acontece que esse hormônio também tem um papel importante no metabolismo de diferentes neurotransmissores que afetam o ciclo do sono, entre eles a serotonina, conhecida como hormônio da felicidade ou hormônio do prazer.

É por esse motivo também que existe uma queda da libido e um humor mais flutuante quando uma mulher começa a se aproximar da menopausa. 

Some essas alterações exclusivamente femininas às mudanças naturais do sono com o passar dos anos independente de gênero. Dormir se torna um verdadeiro desafio para as mulheres.

Ondas de calor

Falar em menopausa é falar em ondas de calor, independente da época do ano. Essa sensação de calor repentina, que geralmente começa no rosto e depois se espalha pelo peito e pelo resto do rosto, também é culpa da queda da produção de estrogênio.

80% das mulheres irão sofrer com essas ondas de calor e suor noturno durante a menopausa, efeito que, de acordo com a literatura médica tradicional, dura de três a cinco anos. A realidade, porém, pode ser diferente: um estudo com mais de 8 mil latinoamericanas mostrou que 60% delas ainda apresentavam os sintomas 12 anos após a última menstruação

Uma investigação similar nos Estados Unidos foi além e viu que uma em cada cinco mulheres seguiam com o calor inesperado duas décadas depois de decretada a menopausa.  

Os efeitos disso no sono

Perder calor faz parte do processo do corpo para iniciar o sono. Aproximadamente duas horas antes de uma pessoa dormir, coincidindo com a produção de melatonina, o corpo vai ficando ligeiramente mais frio até o início da manhã, quando ele recupera temperatura em preparação para o despertar.

É por isso que dormir no verão pode ser tão desafiador. É também por isso que mulheres em menopausa têm essa dificuldade duplicada. É como se o corpo tivesse duelando consigo mesmo.

Mesmo que isso não atrapalhe o início do sono, acaba impactando a qualidade do descanso e o conforto, o que gera cansaço no dia seguinte. Afinal, você dormiu mal. Pode até não se lembrar de ter despertado de madrugada, mas essa não é uma garantia fiável de sono bom. 

Para minimizar os efeitos das ondas de calor no sono, é importante controlar a temperatura do quarto. A Sleep Foundation recomenda que o quarto esteja a 18º C para compensar o calor excessivo do corpo. Caso você não tenha ar condicionado, um ventilador já ajuda a fazer o ar circular e manter um frescor maior no ambiente.

Outra dica é usar pijamas e roupas de cama de tecidos leves e naturais, como o algodão, uma vez que eles retém menos calor e não “empapam” com o suor.

Melhorando o sono na menopausa

Como os problemas de sono na menopausa são secundários, o segredo está em tratar os sintomas originários.

Um dos tratamentos mais tradicionais é a reposição hormonal de estrogênio ou de estrogênio e progesterona. Só que esse tipo de medicamento tem contraindicações, como por exemplo para mulheres que sofreram alguns tipos de câncer ou têm problemas no coração. 

Outra via medicamentosa para melhorar o sono que ficou prejudicado depois da menopausa são alguns tipos de Antidepressivos e Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina, mas eles também não são indicados para todos os públicos. 

Exclusivamente um médico poderá indicar o tratamento com medicamentos. Nunca tome nenhum remédio, suplemento ou hormônio sem expressa indicação de um profissional de saúde.

Além do controle de temperatura do quarto, já mencionado, outra maneira de melhorar o sono na menopausa é a higiene do sono, uma rotina individualizada “pré-cama” que ajude a acalmar o estresse, promova a regularidade e prepare o seu corpo para a hora de dormir. 

Dormir bem é uma necessidade. Mesmo com os desafios apresentados pela menopausa, é possível. Boa noite.

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