No Dia Mundial da Saúde conheça (mais) efeitos do sono na sua saúde

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07 de abril, 2022

No Dia Mundial da Saúde conheça (mais) efeitos do sono na sua saúde

No Dia Mundial da Saúde conheça (mais) efeitos do sono na sua saúde

Nada de 1º de abril com dia da mentira. A data mais importante do começo de abril é o dia 7. 7 de abril é o Dia Mundial da Saúde.

O dia foi escolhido por marcar o aniversário da Organização Mundial da Saúde, agência da ONU dedicada a conectar pessoas, parceiros e nações em busca de um mundo mais saudável. 

Assim como o Dia Mundial do Sono, essa não é data de uma celebração, mas sim de impulso para conscientizar as pessoas sobre os problemas sanitários do mundo atual e as desigualdades entre os países.

Não à toa que o tema escolhido para 2022 é “Our Planet, Our Health” (“Nosso Planeta, Nossa Saúde”), cuja intenção é focar a atenção global nas ações necessárias para manter as pessoas e o planeta focados no bem-estar. Por ano, estima a OMS, 13 milhões de mortes ocorrem por problemas ambientais evitáveis.

Mas se cuidar do meio-ambiente é algo que leva tempo e depende de uma ação coletiva, outros cuidados com a saúde são mais individuais. Um deles é o sono. É por isso que o Persono aproveita mais uma edição do Dia Mundial da Saúde para mostrar mais efeitos do sono sobre a saúde. 

Mais porque alguns deles nós já contamos em um post especial aqui.

Dia Mundial da Saúde: mais efeitos do sono na sua saúde

Será que você já conhecia todos eles?

Limpeza de toxinas no cérebro

Imagine que o seu cérebro é a sua casa. Você até passa uma vassoura aqui e outra acolá no dia a dia, mas aquela faxina pesada só dá pra fazer quando você está bem disposto e descansado, certo? Com o cérebro é a mesma coisa.

Durante o sono, quando a atividade cerebral é mais lenta, é o momento da faxina. 

O médico e editor-chefe da Harvard Health Letter, Dr Anthony L. Komaroff, explica no site de saúde da Universidade o que ele considera como “uma das descobertas mais interessantes da década”. 

“O cérebro tem um ‘sistema de gestão de descartes’ (…) chamado sistema glinfático, formado por uma série de tubos que carregam fluidos frescos para o cérebro, os misturam os fluidos ‘sujos’ que circundam as células cerebrais e então descartam essa mistura para fora do cérebro e rumo à corrente sanguínea. Isso acontece durante o sono“. 

Hoje já há evidências inclusive que dormir pouco facilita a aparição da doença de Alzheimer devido à incapacidade do cérebro de descartar adequadamente uma proteína chamada beta-amilóide. 

Privação do sono aumenta a sua sensibilidade à dor

Dormir com algum tipo de dor é bem difícil, mas não dormir só vai piorar a situação.

Ao longo dos anos, a ciência provou em diversas ocasiões que quem dorme poucas horas fica mais sensível a sensações de dor. Em outras palavras: não dormir direito faz a dor ficar mais dolorosa.

Mais recentemente, um estudo conduzido na Universidade de Berkeley demonstrou que a privação do sono não apenas aumenta a sensibilidade à dor como ainda “bloqueia” certas funções no cérebro que ajudam na analgesia natural e desacelera a ínsula, que avalia os sinais de dor e ajuda o corpo a se preparar para responder a ela.

Controle de insulina

Engana-se quem pensa que apenas diabéticos e pré-diabéticos devam ler esse parágrafo. Todos deveriam prestar atenção. 

A insulina é um hormônio natural com uma série de funções no metabolismo, entre elas o controle do açúcar no sangue (glicemia), a sintetização dos lipídios, a regulação da atividade enzimática e o transporte de glicose para uma série de células de diferentes perfis: musculares, hepáticas e gordurosas.

A privação do sono altera a reação do corpo para com a insulina e causa um aumento nos níveis de glicose. Isso aumenta o risco de desenvolvimento de Diabetes Tipo 2, que pode ser caracterizada pela falta de capacidade do organismo em utilizar a insulina da forma mais eficiente. 

Segundo a Universidade Johns Hopkins, o risco de diabetes é três vezes maior nas pessoas que dormem mal.

Manutenção da capacidade de equilíbrio

Anda caindo ou tropeçando muito por aí? Pode ser falta de sono.

Segundo o americano CDC – Centers for Disease Control and Prevention – permanecer acordado por 18 horas seguidas causa efeitos similares no corpo ao de alguém com 0.05% de álcool no sangue, o que já diminui a capacidade de discernir de uma pessoa. 

Com seis horas a mais, ou seja, quem vira a noite e passa 24 horas sem pregar os olhos, aparecem efeitos similares a alguém com 0,1% de álcool no sangue. Neste nível uma pessoa já tem alterações na visão, reflexos mais lentos e dificuldade de se equilibrar.

Isso não quer dizer que alguém que não dormiu vai começar a “trançar as pernas”, mas ela também não deveria andar em uma corda bamba e nem pegar em um volante. 

Melhor proveito do tempo gasto na academia

Treine enquanto eles dormem? Nem pensar! Durma enquanto eles dormem e treine apenas se estiver bem descansado. 

Você sabia que pessoas que dormem menos de seis horas têm mais chances de sofrerem lesões enquanto praticam algum esporte? E olha que esse estudo foi feito com atletas profissionais, que têm a musculatura mais desenvolvida que a média da população.

Mas se você ainda não está convencido, aqui vai mais uma informação…

É durante o sono que são secretados aminoácidos construtores de proteínas e o hormônio GH, que não sem motivo é chamado de hormônio do crescimento. Isso acontece tipicamente durante o sono profundo (Sono Não-REM 3).

Sem sono, essa produção hormonal é altamente prejudicada, o que além de impedir o crescimento dos músculos pode deixá-los tensos e doloridos. 

Se quiser aproveitar bem a academia, vai dormir.

Se quiser ter saúde, seja no Dia Mundial da Saúde ou em qualquer outro, vai dormir.

Boa noite!

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